Sem teto

3 03America/Sao_Paulo abril 03America/Sao_Paulo 2011

Chuvinha deixa a trilha escorregadinha.

 


Profundidades de Dezembro

16 16America/Sao_Paulo dezembro 16America/Sao_Paulo 2010

Inconcebível pode parecer mas secretamente namoro a idéia de ir acampar. Naturalmente  poderão estranhar, eu também, mas a razã0 é um novo edredon de seda chinesa que encontrei num brechó  de Juiz de Fora  & uma mala de camelo que herdei do meu padrasto.


São Paulo é legal.

27 27America/Sao_Paulo outubro 27America/Sao_Paulo 2010

Motoristas de taxi com seus carros brancos deveriam ser mais pacíficos e  dar exemplo, vezes, quase sempre atropelam os pedestres na faixa.  Aqueles carrões de campo de carregar leiteira na fazenda aqui  também são luxo,  chique e  choque.  Motoboys bipe bipe bipe bipe bipe até a náusea mais os onibus sem manutenção e as puta que  os pariu , que até na calçada eu tenho medo. Estacionamento do Shopping Bourbombom  tem 8 andares. Na sexta feira, outro dia, fui ao Pompéia olhei prá lá e percebi que dentro dos 8 andares havia um tremendo engarrafamento vertical.  A Paulista está absolutamente  sem sinais de pedestres. O mais fraco tem preferência.

Atenção.


Cismei com o samba dele

11 11America/Sao_Paulo outubro 11America/Sao_Paulo 2010

Troquei o rumo

toquei disco

guitarra

eletro

mantra

mas estes sons não me curam.

 

Pai João, deixa eu dançar?

Aquele som na vertical

que perfuma

mata a sede

e me conserta.


recebi carta da Ligsma hj

13 13America/Sao_Paulo agosto 13America/Sao_Paulo 2010

Obrigada Luc por me ligar e saber disso:

ligsmaletter

3:33 13/08/10


Cortei do jornal e taquei no livro de receitas

1 01America/Sao_Paulo julho 01America/Sao_Paulo 2010

Um texto legal de Nina Horta na Folha de São Paulo esta semana. Gostei tanto que até mandei um email pra ela, claro que ela nem lembra quem eu sou mas fiz umas fotografias lindas para  textos seus na revista Sabor da editora D’avila na década passada, milhões de anos . Aqui ó:

As Casa Populares

Sempre que alguma música, quadro, livro me surpreende muito, fico rindo que nem boba, feliz. Pois fui à exposição e ao relançamento do livro de Anna Mariani, “Pinturas e Platibandas”, da editora IMS, e fiquei disfarçando, com a tal vontade de rir. Eu já ouvira falar muito nas casas da Mariani, mas, nas vezes em que as vi em jornais e revistas, me pareceram pinturas. Já viram essas fotos?
São umas casas populares, em regiões bem pobres do Brasil, no Nordeste, no sertão, perto ou longe do mar, não importa, são casas “sem eira nem beira”, a fachada é como um muro de taipa pintada de cal colorida, a porta e uma janela ou duas, de madeira. E a platibanda que esconde as telhas.
É desse módulo que se desenvolve toda uma dança de diferenças. A começar com as cores. Cor-de-rosa, muito rosa, verde escandaloso, azuis, brancas inteiras como noivas, lilazes, ocre, amarelo manga.
Vamos e venhamos, sem o telhado à vista a casa não se enfeita, é uma parede. O que não foi problema para os pedreiros, pintores e moradores. Coloriram tudo, e por que não uma decoração, uma firula aqui, outra acolá, afinal cada casa é uma, não é a outra.
Quem seriam esses pedreiros pintores? De onde tiraram essa arte de ornamento tão especial e criativa? Estamos no Nordeste, as casas são pequenas, populares, o que significam esses adornos? De que pedreiros saíram? Um toque de Chrysler Building na fachada, espirais de Vitrúvio na platibanda branca, festões azul-marinho entre as janelas. Pedreiro lembra maçom, “arts and crafts”, símbolos, selos das cartas, bandeiras esticadas, fotos nos jornais de antanho. Art déco. Lampião lia jornais para saber o mundo com chapéu enfeitado de estrelas.
Desenhos geométricos, quadrados, triângulos, cruzes, o Sol, modernistas de Pernambuco, de Goiás, de Miami. A acácia, deltas, as réguas e compassos, coroas, treliças, estrelas de cinco pontas, pedras ingênuas desenhadas, cristãos, mouros e judeus amarrados com graça, despojamento e equilíbrio.
No primeiro momento achei que num minuto eu saberia dizer quem morava dentro delas, como eram os trastes de couro, as vassouras, as cuias, o chão muito limpo, as panelas areadas, a bilha fresca, a corrida atrás da única franga pilhada em flagrante. Achei que poderia ouvir o barulho das crianças, o pigarro do homem com seu cigarro de palha, a cantiga da mulher cozinhando. Claro que o assunto caberia numa coluna de comida, pois são casas, são focolares, são fogões.
Mas, acreditem, as casas não conversaram comigo de dentro para fora. Nada. Fui incapaz de adivinhar o doce de espécie, a piaba, o cheiro de chuva, de sol a pino (um pouco), de roupa batida na tina. As fotos guardaram a intimidade das pessoas. Afinal, não é essa a vocação das casas em contraste com a rua? Guardam. Fachadas cuja alegria nos desarma.
Duvido que as pinturas sirvam como máscaras para disfarçar a tristeza de um povo desinfeliz. Quem pinta a fachada de azul pavão com listras vermelhas não está escondendo a chatice do viver. Nem vem. São bonitezas da alma. São sonhos fritos com canela e açúcar.
O que vale a imaginação com um pouco de cal e pó de tinta. Os construtores das casas de Anna Mariani, além de entrarem no túnel do tempo, deram uma boa volta ao mundo antes de sentar praça no sertão. Sou pobre, mas sou feliz, é mais pobre quem me diz. Eis a questão.


Não preciso de conselhos

23 23America/Sao_Paulo junho 23America/Sao_Paulo 2010

De tanto pensar na invasão vicking dessa advogada no meu fiorde cheguei a seguinte conclusão, vou fingir que acredito.

Anya foi vista  nua, nadando no mar do norte. De dia, comeu salmão sem pele no restaurante francês e de noite comeu pele sem salmão no japonês.


De lá pra cá

6 06America/Sao_Paulo março 06America/Sao_Paulo 2010

Muitos dias e quilometros se passaram depois dessas coisas aqui. Cadeiras de plástico Blues.

Salvador é Brasil e São Paulo é Brasil e todos são brasileiros e falam a mesma lîngua sim.

Em São Paulo vai morar num trailer.

Vai vendo.


i want U

18 18America/Sao_Paulo novembro 18America/Sao_Paulo 2009

tomorrow today


U really got me

18 18America/Sao_Paulo novembro 18America/Sao_Paulo 2009

Saint kilda, muitas saudades. Andei mordendo ele de novo e agora estou com febre. Sai de lá as 4:30 da manhã, a festa foi na fabrica de cortinas em Westgarth e  R tocou discos. A lua apareceu com ele, oh lagarto! Veio dizer byebyebye e valeu e muito amor até a metade do caminho, Fitzroy.  A lua nova, laranja se enterrando de sono. Foi pra Adelaide encontrar o pai.


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