Fumo de rolo, arreio de cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho, broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira dos pássaros
E foi pássaro voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambú assado, e olhar pra Maria do Joá
Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha, rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pavio de candeeiro, panela de barro
Menino vou me embora, tenho que voltar
Xaxar o meu roçado que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de Purcina fazendo renda, e o ronco do fole sem parar
Todo dia eu penso em flores. Ontem no pavilhão no meio de pencas lembrei de outras feiras que eu visitava com meu pai grudada no seu pescoço, coisa que filha faz no meio de grandes tumultos. Uma feira aconteceu na rodoviária de BH, eles davam peixe ou pintinho na saída e rosas de Barbacena. Depois sempre tinha enterros de pintinhos e a cruzinha era feita com palito de picolé. As rosas eram para a minha mãe.