Arquivo para Abril, 2008

Carrega a luz

30 30UTC Abril 30UTC 2008

Do Outono no Jardim Botanico

com as flores ocupadas no Presente

Eu quase virei Quaker de tão crente.




As flores que colhi para a Melissa

15 15UTC Abril 15UTC 2008

Rapaduras para a Adriana Benguela

uma cabaça azul para o Marcelo Rosenbaum

e buzios para os Irmãos Campana

Um quilt da Ruth de Vos

10 10UTC Abril 10UTC 2008

Da  coleção de eucaliptos, flores em tecido.

Floreio pra gente dançar

8 08UTC Abril 08UTC 2008

Fumo de rolo, arreio de cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho, broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira dos pássaros
E foi pássaro voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambú assado, e olhar pra Maria do Joá

Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha, rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pavio de candeeiro, panela de barro
Menino vou me embora, tenho que voltar
Xaxar o meu roçado que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de Purcina fazendo renda, e o ronco do fole sem parar

encontre as suas

3 03UTC Abril 03UTC 2008

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Todo dia eu penso em flores. Ontem no pavilhão no meio de pencas lembrei de outras feiras que eu visitava com meu pai grudada no seu pescoço, coisa que filha faz no meio de grandes tumultos. Uma feira aconteceu na rodoviária de BH, eles davam peixe ou pintinho na saída e rosas de Barbacena. Depois sempre tinha enterros de pintinhos e a cruzinha era feita com palito de picolé. As rosas eram para a minha mãe.