
Vi um Navio descendo o Riacho atrás do meu Jardim.
Um Pato no timão parecia o Bono do U2 lendo o New York Times Review of New Yorkers Wannabes.
No convés, uma Mulher de Frida Kahlo toma Sorvete de Polvo lendo O Globo.
Eminem Pelado, Morrisey Pelado, Malawi Pelado, Alex Atala Pelado.
Homem dá Samba, fora da G Magazine.
A Grama pegou Fogo da Raiz para cima e do Porto agora o Rio Zambeze é meu.
Escorreguei atravessando o Rio. Quem me empurrou?
O Fantasma do Aborigene Wollo ou o do Velho Lituano ilustrador?
Meu Vestido com Cogumelo Bonina ficou com cheirinho de Bagre de Barro Ambar.
A Bolsa molhou toda, a carteira, o dinheiro, o celular, as moedas e o cartão com o telefone do Restaurante de Tapas.
Eu também tinha comido Calamares – recheados de linguiça e Telhas com bechamel de King Fish e Ostras.
O Kalifa quer me levar para Abu Dhabi e de presente a curadoria de uma sala de 700 metros quadrados em Saadiyat.
Vou levar um Delacroix que emprestei do Louvre, um Palomino branco, três Jegues, umas Gamelas e uns Potes de Barro.
O Manifesto compara o Aço com o Camarão e a Manteiga com o Cartucho de Nanquim.
Ai minha 23 de Maio, minha Patagonia, minha Americana, meu Queimados!
Ai minha Afonso Penna, minha Copenhagem, minha Tijuca e minha Annecy.
Foi se servir no quilão e roubaram a bolsa. Roubaram a bolsa na biblioteca, na academia de karate e na aula de puisia. Roubaram no shopping, no buteco, na terapia em grupo.
Minha Venus de Efesus, seus trinta peitos me inspiram.
Transborda meu Riacho
